“Sapiência”: livro infantil gratuito do Instituto Edube apresenta o método científico às crianças
Com sapos cientistas como personagens, o livro do biólogo Carlos Navas (USP), publicado pelo Instituto Edube, mostra às crianças como se faz ciência.

Uma história sobre curiosidade e ciência
O que fazer quando as moscas começam a desaparecer do brejo? É a partir dessa pergunta que os Sapos Falantes se organizam para investigar o mundo à sua volta. Esse é o enredo de Sapiência: A Surpreendente História de como os Sapos Falantes Descobriram a Ciência, livro infantojuvenil publicado pelo Instituto Edube, com 112 páginas, disponível para leitura on-line gratuita e também em versão impressa sob solicitação.
A obra é de autoria de Carlos Navas, biólogo e professor do Instituto de Biociências da USP, que pesquisa a evolução de anfíbios, répteis e insetos da fauna brasileira. O livro conta com apoio da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP e é totalmente ilustrado por Hamilton Ferpa e Rebeka Balsalobre.
Ciência como trabalho coletivo
Ao longo da narrativa, a “sapada” vive as etapas do fazer científico: formular uma pergunta, mapear o brejo, definir formas de contar as moscas, coletar e registrar dados, elaborar gráficos e tabelas, analisar e concluir. Como destaca a professora Débora Foguel (UFRJ) no prefácio, o livro é interdisciplinar e pode virar projeto pedagógico coletivo na escola, articulando geografia, matemática, biologia e português.
A mensagem final é sobre colaboração: nenhum dos sapos era um gênio, mas juntos foram curiosos, persistentes e criativos, erraram, tiveram dúvidas e recomeçaram. É uma bela porta de entrada para o pensamento científico na infância.
Onde encontrar
O livro faz parte do compromisso do Edube com a produção e a disseminação de conhecimento científico de qualidade. A versão gratuita está disponível na página do livro no site do Instituto Edube.
Fonte: reportagem do Jornal da USP, “Sapos cientistas apresentam o método científico para as crianças em livro gratuito” (16/12/2024), com cobertura também na Revista Pesquisa FAPESP e no Ciclovivo. Foto: Divulgação/Edube (via Jornal da USP).
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