Tradição clássica e ciência não são inimigas na educação
Para Renan Sargiani, opor filosofia clássica e evidências científicas é um falso dilema: a ciência da aprendizagem não define os fins da educação, ajuda a alcançá-los.

Um debate muitas vezes artificial
Há quem apresente a educação baseada em evidências como algo frio e mecanicista, oposto a uma formação humanista ancorada nos clássicos. Em reportagem da Gazeta do Povo sobre essa disputa, o Prof. Dr. Renan Sargiani, presidente do Instituto Edube, avalia que esse embate costuma ser artificial.
Para ele, a perspectiva das evidências não reduz a criança a um mecanismo: olha para o ser humano por inteiro, biopsicossocial, com princípios e valores. A ciência da aprendizagem não substitui os objetivos da educação; ajuda a definir a melhor forma de alcançá-los.
Habilidades básicas abrem portas
O exemplo que Sargiani usa é claro: para que uma criança consiga apreciar um grande clássico da literatura, ela precisa, antes, ter habilidades básicas de leitura e de decodificação. Não há oposição entre ensinar bem o código e formar leitores capazes de fruir a cultura; a primeira coisa é condição para a segunda.
Esse é um ponto caro ao Edube: defender a ciência da leitura não é abrir mão da riqueza da formação, é justamente garantir que toda criança tenha acesso a ela.
Aprofunde o tema
Veja por que decodificar é a base que liberta o leitor e o que sustenta a compreensão leitora.
"A ciência da aprendizagem não substitui os objetivos da educação, ajuda a alcançá-los."
Prof. Dr. Renan Sargiani
Fonte: reportagem da Gazeta do Povo sobre a disputa entre tradição clássica e evidências científicas na educação (2026). Imagem de capa ilustrativa (Instituto Edube).
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